O DIA EM QUE UM GOLEIRO DERRUBOU UM AVIÃO


No dia 17 de fevereiro de 1959 o goleiro do General Genes, de Assunção no Paraguai, descobriu o poder que tinha nos pés.
Era terça-feira e no campo do Genes a equipe da casa enfrentava o Oriental. O público se acomodou na modesta arquibancada, mas um torcedor em especial gostava de ver o jogo por outro ângulo.
O piloto Alfredo Lird Flyer, hincha fanático do Genes, gostava de assistir as partida sobrevoando o campo com seu monomotor Paulistinha CAP-4, avião de fabricação brasileira. O problema é que além de assistir ele dava rasantes próximo ao campo. E foi em desses rasantes que o goleiro Roberto "Chingolo" Trigo, na época com 20 anos, entrou para a história do futebol paraguaio.
O goleiro fez uma defesa e com pressa quis repor a bola com velocidade, o problema é que a bola subiu demais e com demasiada força atingiu a hélice do Paulistinha. O Avião acabou caindo em algumas árvores que amorteceram a queda. Lird teve apenas contusões leves.
- Eu queria bater na bola com efeito, mas peguei ela muito em baixo e ela subiu e bateu entre a parte superior do motor e hélice - disse Roberto Trigo, agora com 73 anos, em entrevista a rádio paraguaia 1080 AM.
Dizem por ai...
Existe uma versão que Roberto Trigo correu para casa no momento que o avião caiu. Em sua residência ele teria se escondido em baixo da cama e só teria reaparecido no domingo. Porém, a versão de Roberto, e a mais confiável, é que ele correu em direção ao monomotor, para ver como estava o piloto. 35 anos depois, 1994, o piloto Alfredo, morreu em Assunção.
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