ORIGEM DAS EXPRESSÕES POPULARES


No nosso dia a dia utilizamos diversas expressões populares e com certeza não fazemos idéia de como elas surgiram, de onde se originaram e porque as usamos. Vejamos algumas delas...


 
Casa-da-mãe-Joana:
Esta Joana é a condessa de Provença e rainha de Napóles (Joana I). Em 1347, ela regulamentou os bordeis de Avignon, onde vivia refugiada. ''Casa-da-mãe-Joana'' então virou sinônimo de prostíbulo, lugar de bagunça.
 
Comer com os olhos:
Quem não pode devorar uma saborosa comida, acaba comendo apenas com os olhos. Atualmente, ''comer com os olhos'' significa ter certa inveja. Mas na Roma Antiga, uma cerimônia religiosa consistia em um banquete em honra dos deuses em que ninguém colocava as mãos na comida. Todos participavam da refeição apenas olhando.
 
Dar de mão beijada:
Entregar algo a alguém sem nenhum pedido de retribuição. Diante dos papas, os reis e nobres mais ricos primeiro beijavam a mão de Sua Santidade e em seguida, faziam suas ofertas, entregando à Igreja terras, palácios e outros bens. O primeiro a utilizar a expressão foi o papa Paulo IV, em documento de 1555.
 
 Onde Judas perdeu as botas:Judas, aqui, não é o apóstolo que traiu a Cristo, mas o famoso Judeu Errante, chamado Ahasverus. Segundo a lenda surgida no século IV e popularizada no século XIII, ele era sapateiro em Jerusalém. Quando Jesus passou na frente de sua tenda na Sexta-Feira Santa, dia em que foi crucificado, Ahasverus largou o trabalho para ir empurrar Cristo. Acabou condenado a permanecer vivo e vagando pelo mundo até que Jesus volte.
 
Motorista barbeiro:
No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também tiravam dentes, cortavam calos, entre outras coisas. Por não serem profissionais, seus serviços mal feitos eventualmente geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço ruim passou a ser atribuído ao barbeiro, por meio da expressão “coisa de barbeiro”.
Este termo veio de Portugal, contudo, a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira. 


Tirar o Cavalo da Chuva:
No século XIX, quando uma visita iria ser breve, deixavam o cavalo ao relento, em frente à casa do anfitrião. Caso a visita fosse demorar, colocavam o animal nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol.
Contudo, o convidado só poderia colocar seu cavalo protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse “pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de algo.

 
 
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