Usain Bolt


Usain Bolt é muito mais do que um dos maiores corredores do mundo.
O jamaicano é simplesmente o mais animado, mais carismático e mais divertido atleta do planeta. Sua velocidade excepcional faz dele o melhor nas pistas, e sua personalidade e senso de humor fazem dele o mais amado.


Desde suas palhaçadas antes das corridas, que incluem risadas, piadas e danças, e a mundialmente reconhecida pose do "relâmpago Bolt", até a surpreendente marca de 9,58 segundos que garantiu o título mundial dos 100 metros em Berlim, em 2009. E sua igualmente inacreditável queimada na largada na final do Mundial de Daegu dois anos depois. Bolt é disparadamente o grande líder do seu esporte.
O "Doutor Honorável Embaixador Usain St Leo Bolt OJ", seu título completo com o reconhecimento formal do governo jamaicano e da University of West Indies, inclui na sua impressionante lista de conquistas medalhas de ouro dos 100 e 200 metros e recordes mundiais nas Olimpíadas de 2008 e no Mundial de 2009.
Nascido para brilhar sob os holofotes da fama e exibicionista por natureza. A atitude descontraída de Bolt, sempre evidente na linha de largada, até mesmo nas mais tensas corridas, já virou uma lenda do esporte.
Ele nem mesmo parou de brincar antes da final da prova dos 200 metros rasos no Mundial do ano passado, mesmo com toda a atenção voltada para ele após ter queimado a largada nos 100 metros.
Aparentemente inspirado pelos questionamentos de que seu comportamento é uma distração, ele calmamente saudou com um toque de punho a menina atrás da sua posição de largada, que era responsável por pegar suas roupas. Depois disso, quase como se inevitavelmente, disparou para o ouro.
Mas essa calma exterior, e aparentemente interior, guarda uma determinação que é forte como aço.
O corredor de 1,96 metros de altura, que desde que nasceu sofre de escoliose, uma curvatura na espinha dorsal, que traz muitos obstáculos, driblou os seus instintos naturais para se dedicar a um regime penoso de treinamento, muitas vezes acordando antes do amanhecer na sua tentativa de estar sempre à frente dos seus competidores.
E esses competidores não são pouca coisa, já que vivemos em uma era de ouro das provas de atletismo.
Seu conterrâneo Asafa Powell e o americano Tyson Gay devem estar se perguntando quantas medalhas ou recordes teriam conquistado até agora se seu grande rival não estivesse por perto.
Mas Bolt monopoliza as honras. E não mostra qualquer sinal de estar perdendo seu apetite para alcançar mais.
Antes do Mundial do ano passado, em Daegu, ele insistiu que ainda não se considerava uma "lenda do esporte". Isso porque já era dono de um dos armários de troféus mais completos do mundo, com as três medalhas de ouro olímpicas de Pequim tendo seu lugar de destaque.
Felizmente para nós, e não para os seus rivais, sua fome de sucesso parece não conhecer limites.

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