A ORIGEM DA TOCHA OLÍMPICA


A Grécia antiga cultuava o poder e o fogo. Na mitologia grega, Prometeu roubou o fogo de Zeus e deu aos humanos. Para celebrar a passagem do fogo de Prometeu ao homem, os gregos faziam corridas de revezamento. Os atletas passavam a tocha entre si até que o vencedor cruzasse a linha de chegada.

Os gregos fizeram seus primeiros Jogos Olímpicos em 776 A.C. Realizados a cada quatro anos em Olímpia, honravam a Zeus e a outras divindades. As Olimpíadas também marcaram um período de paz em meio às constantes guerras. No início dos Jogos, os corredores diziam que os "anunciadores da paz" viajariam pela Grécia declarando a "trégua sagrada" a todas as batalhas entre as cidades rivais. Ela ficaria estabelecida durante os jogos de modo que os espectadores poderiam chegar seguros às Olimpíadas.
Uma chama queimando constantemente era mantida por toda a Grécia. Ela adornava os altares dos deuses. Em Olímpia havia um altar dedicado a Hera, deusa da vida e do casamento. No início dos Jogos Olímpicos, os gregos acendiam a pira de fogo no altar de Hera. Acendiam a chama utilizando um disco ou espelho côncavo chamado skaphia que, como um moderno espelho parabólico, direcionava os raios do sol  a um ponto determinado para acender o fogo. A chama queimava durante os jogos como um sinal de pureza, razão e paz.
Os gregos pararam de organizar os Jogos Olímpicos por cerca de mil anos, e o revezamento de tochas e o acender da chama também acabaram. As Olimpíadas não voltaram até 1896, quando os primeiros jogos modernos aconteceram em Atenas. O revezamento de tochas veio um pouco depois.

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