MARCO ZERO DE SÃO PAULO


Esculpido em 1934 pelo artista francês Jean Gabriel Villin, este prisma hexagonal revestido de mármore é responsável por determinar a numeração das rodovias que partem da capital. A SP–70, por exemplo, está localizada a um ângulo de 70 graus em relação ao local onde fica a peça, marco zero paulistano. A placa de bronze localizada no topo do prisma, onde se vê um mapa das estradas, havia sido roubada e foi substituída por uma réplica. O marco zero está encravado no coração da cidade: em frente à Catedral, na Praça da Sé.

Atualmente, cada ângulo do marco marca uma direção da rodovia Tronco a cinco pontos representados simbolicamente. Uma araucária lembra o Paraná, um navio, Santos, e o Pão de Açúcar, o Rio de Janeiro, por exemplo.

Em cada face do marco, figuras inscritas representam o Paraná por uma araucária; o Mato Grosso pela vestimenta dos Bandeirantes; Santos por um navio, de cujo porto saía o café, maior riqueza do país no período; do Rio de Janeiro recorda-se o Pão de Açúcar e suas bananeiras; Minas Gerais por materiais de mineração profunda, enquanto Goiás é lembrado por uma bateia, material de mineração de superfície.

O Marco Zero expressa a ideologia do período em que foi concebido e implantado: um forte sentimento paulista ressalta o papel central do Estado de São Paulo na formação do Brasil. Mais que uma simples referência espacial, o Marco Zero é um monumento, pleno de valor simbólico.

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