COMO É FEITA A RECICLAGEM DE METAIS


O metal pode ser reciclado por tempo indeterminado. A latinha pode virar uma panela, ou então uma peça de avião, mas o trabalho tem que começar na hora do descarte em casa. Se materiais como latas, panelas ou uma torneira velha forem descartados no lixo comum vão parar nos aterros e podem demorar até 500 anos para se decompor, e o caminho da reciclagem é interrompido.

Caso contrário, podem passar pelas mãos de um carroceiro até chegar a um sucateiro, ou, se forem para a coleta seletiva, chegam a uma cooperativa de catadores. Os metais vão depois para empresas maiores, que limpam, classificam, prensam e revendem para a indústria, que derrete, faz chapas, novos produtos e recomeça o ciclo.
A empresa recebe tudo misturado, como latinhas com tubo de desodorante junto a registros de torneira, e faz a separação no local.
Os especialistas dizem que são quatro os metais que podem ser derretidos e transformados em novos produtos - alumínio, ferro, aço e cobre. “A indústria de metalurgia busca essas sucatas para poder reciclar e você reduz o consumo de energia, muito grande, no preparo desse metal para poder reciclar”, diz Horacídio Leal Barbosa Filho, diretor-executivo da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração.
O alumínio pode estar em vários formatos, mas quando se fala em reciclagem, o que mais se reaproveita são latinhas: 98%. Cerca de 65% do ferro que a indústria usa atualmente vêm da reciclagem. Quando se trata do aço, 30% da produção brasileira vêm direto da sucata.
A Associação Brasileira do Cobre disse não ter números sobre a reciclagem do material. Segundo a Termomecânica, que é líder em transformação de cobre no país, 50% do que eles produzem provêm do metal reciclado. O material está em fiações elétricas e de telefone, que muitas vezes são alvo de roubo,
No mercado, a classificação é bem mais extensa. A tabela de preços da empresa que compra e revende metais têm 32 categorias, de acordo com o tipo de liga e com o tipo de indústria que vai comprá-la.
Quem trabalha com reciclagem de materiais em São Paulo ou qualquer outro lugar do mundo está sempre de olho na Bolsa de Valores de Londres. De lá, vem a cotação desses materiais que serve de parâmetro para tudo o que se compra e se vende, mas existem outros fatores que influenciam no preço no Brasil.
Uma das empresas locais, por exemplo, paga, em média, R$ 2,50 pelo quilo de lata de alumínio. Se chove, porém, o preço pode subir. “O catador acaba não indo para rua buscar material. Consequentemente, chega menos mercadoria ao depositário”, afirma Reinaldo Rodrigues dos Santos, gerente comercial da empresa.

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